Nasceu em Minas Gerais, em uma cidade cuja memória viria a permear parte de sua obra, Itabira. Posteriormente, foi estudar em Belo Horizonte e Nova Friburgo com os Jesuítas no colégio Anchieta. Formado em farmácia, com Emílio Moura e outros companheiros, fundou "A Revista", para divulgar o modernismo no Brasil. Durante a maior parte da vida foi funcionário público, embora tenha começado a escrever cedo e prosseguido até seu falecimento, que se deu em 1987 no Rio de Janeiro, doze dias após a morte de sua única filha, a escritora Maria Julieta Drummond de Andrade. [1]Além de poesia, produziu livros infantis, contos e crônicas.
Poesia mais consagrada:
No meio do caminho
No meio do caminho tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
tinha uma pedra
no meio do caminho tinha uma pedra.
Nunca me esquecerei desse acontecimento
na vida de minhas retinas tão fatigadas.
Nunca me esquecerei que no meio do caminho
tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho no meio do caminho
no meio do caminho no meio do caminho tinha uma pedra
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terça-feira, 20 de outubro de 2009
Fernando Pessoa
Fernando António Nogueira de Seabra Pessoa, nasceu em Lisboa, em 13 de Junho de 1888. Filho legítimo de Joaquim Pessoa e de Maria Madalena Nogueira.
Cristão gnóstico e portanto inteiramente oposto a todas as igrejas organizadas e, sobretudo, à Igreja de Roma. Considera que o sistema monárquico seria o mais próprio para uma nação organicamente imperial como é Portugal. É um poeta de grande destaque, mas não desempenha nenhuma outra função.
Morreu em Lisboa, no dia 30 de Novembro de 1935.
Poema
Eu amo tudo o que foi
Tudo o que já não é
A dor que já não me dói
A antiga e errônea fé
O ontem que a dor deixou
O que deixou alegria
Só porque foi, e voou
E hoje é já outro dia.
Cristão gnóstico e portanto inteiramente oposto a todas as igrejas organizadas e, sobretudo, à Igreja de Roma. Considera que o sistema monárquico seria o mais próprio para uma nação organicamente imperial como é Portugal. É um poeta de grande destaque, mas não desempenha nenhuma outra função.
Morreu em Lisboa, no dia 30 de Novembro de 1935.
Poema
Eu amo tudo o que foi
Tudo o que já não é
A dor que já não me dói
A antiga e errônea fé
O ontem que a dor deixou
O que deixou alegria
Só porque foi, e voou
E hoje é já outro dia.
Mario Quintana
Mario de Miranda Quintana nasceu prematuramente na noite de 30 de julho de 1906, na cidade de Alegrete, situada na fronteira oeste do Rio Grande do Sul. Era filho de Celso de Oliveira Quintana e de Virgínia de Miranda Quintana. Fez as primeiras letras em sua cidade natal, mudando-se em 1919 para Porto Alegre, onde estudou no Colégio Militar, publicando ali suas primeiras produções literárias. Trabalhou na Editora Globo, quando esta ainda era uma instituição eminentemente gaúcha, e depois na farmácia paterna.
Considerado o poeta das coisas simples e com um estilo marcado pela ironia, profundidade e perfeição técnica, trabalhou como jornalista quase que a sua vida toda. Traduziu mais de cento e trinta obras da literatura universal, entre elas Em busca do tempo perdido de Marcel Proust, Mrs. Dalloway de Virginia Woolf, e Palavras e sangue, de Giovanni Papini. Morreu aos 88 anos, em 5 de maio de 1994.
INSCRIÇÃO PARA UM PORTÃO DE CEMITÉRIO
Na mesma pedra se encontram,
Conforme o povo traduz,
Quando se nasce - uma estrela,
Quando se morre - uma cruz.
Mas quantos que aqui repousam
Hão de emendar-nos assim:
"Ponham-me a cruz no princípio...
E a luz da estrela no fim!"
Considerado o poeta das coisas simples e com um estilo marcado pela ironia, profundidade e perfeição técnica, trabalhou como jornalista quase que a sua vida toda. Traduziu mais de cento e trinta obras da literatura universal, entre elas Em busca do tempo perdido de Marcel Proust, Mrs. Dalloway de Virginia Woolf, e Palavras e sangue, de Giovanni Papini. Morreu aos 88 anos, em 5 de maio de 1994.
INSCRIÇÃO PARA UM PORTÃO DE CEMITÉRIO
Na mesma pedra se encontram,
Conforme o povo traduz,
Quando se nasce - uma estrela,
Quando se morre - uma cruz.
Mas quantos que aqui repousam
Hão de emendar-nos assim:
"Ponham-me a cruz no princípio...
E a luz da estrela no fim!"
Manuel Bandeira
Filho do engenheiro Manuel Carneiro de Sousa Bandeira e de sua esposa Francelina RibeiroSua casa na rua da União é referida no poema como "a casa de meu avô". No Rio de Janeiro, para onde viajou com a família, em função da profissão do pai, engenheiro civil do Ministério da Viação, estudou no Colégio Pedro II (foi aluno de Silva Ramos, de José Veríssimo e de João Ribeiro.
Em 1904 terminou o curso de Humanidades e foi para São Paulo, onde iniciou o curso de arquitetura, que interrompeu por causa da tuberculose. Para se tratar buscou repouso em Campos do Jordão, Campanha e outras localidades de clima mais ameno. Com a ajuda do pai que reuniu todas as economias da família foi para Suíça, onde esteve no Sanatório de Clavadel.
Manuel Bandeira faleceu no dia 13 de outubro de 1968 com hemorragia gástrica aos 82 anos de idade, no Rio de Janeiro.
NEOLOGISMO
Beijo pouco, falo menos ainda.
Mas invento palavras
Que traduzem a ternura mais funda
E mais cotidiana.
Inventei, por exemplo, o verbo teadorar.
Intransitivo:
Teadoro, Teodora.
Em 1904 terminou o curso de Humanidades e foi para São Paulo, onde iniciou o curso de arquitetura, que interrompeu por causa da tuberculose. Para se tratar buscou repouso em Campos do Jordão, Campanha e outras localidades de clima mais ameno. Com a ajuda do pai que reuniu todas as economias da família foi para Suíça, onde esteve no Sanatório de Clavadel.
Manuel Bandeira faleceu no dia 13 de outubro de 1968 com hemorragia gástrica aos 82 anos de idade, no Rio de Janeiro.
NEOLOGISMO
Beijo pouco, falo menos ainda.
Mas invento palavras
Que traduzem a ternura mais funda
E mais cotidiana.
Inventei, por exemplo, o verbo teadorar.
Intransitivo:
Teadoro, Teodora.
Cecília Meireles
Cecília Benevides de Carvalho Meireles, nasceu na cidade do Rio de Janeiro no dia 7 de novembro de 1901. Foi uma poetisa, professora e jornalista brasileira. Fez muito sucesso com os seus poemas infntis. Teve três filhos com o pintor Fernando Dias. Fundou a primeira biblioteca de livros infantis do Rio de Janeiro. Ja foi a ganhadora do Premio da Poesia da Academia Brasileira de Letras. Se casou duas vezes durante toda a sua vida. Não teve tanta influencia do Modernismo.
Cecilia morreu em sua cidade natal, o Rio dde Janeiro aos seus 63 anos, no dia 9 de novembro de 1964.
Rosa
Tu és como rosto das rosas: diferente em cada pétala.
Onde estava o teu perfume?
Ninguém soube.
Teu lábio sorriu para todos os ventos e o mundo inteiro ficou feliz.
Eu, só eu, encontrei a gota de orvalho que te alimentava, como um segredo
que cai do sonho...
Cecilia morreu em sua cidade natal, o Rio dde Janeiro aos seus 63 anos, no dia 9 de novembro de 1964.
Rosa
Tu és como rosto das rosas: diferente em cada pétala.
Onde estava o teu perfume?
Ninguém soube.
Teu lábio sorriu para todos os ventos e o mundo inteiro ficou feliz.
Eu, só eu, encontrei a gota de orvalho que te alimentava, como um segredo
que cai do sonho...
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